
Às vezes, confias.
Outras, desconfias.
Às vezes a ânsia de confiar é tal que em vez de desconfiares fortemente de todos os indícios que lá estão e te dizem Desconfia!, vais confiando e acreditando até bateres com a cabeça na trave de madeira tosca e velha escondida por debaixo do colchão de penas último modelo tapado com o melhor dos cetins. Daquele escorregadio no desassossego.
Às vezes, desconfias.
Outras, desconfias.
Às vezes a ânsia de confiar é tal que em vez de desconfiares fortemente de todos os indícios que lá estão e te dizem Desconfia!, vais confiando e acreditando até bateres com a cabeça na trave de madeira tosca e velha escondida por debaixo do colchão de penas último modelo tapado com o melhor dos cetins. Daquele escorregadio no desassossego.
Às vezes, desconfias.
Principalmente de quem te diz “Desconfia!”.
Negas a evidência que mais sinalizada não pode estar.
Como quem não se quer desiludir na expectativa e na fasquia. Alta. Sempre tão alta a fasquia.
Normalmente acordas.
Tarde e a más horas, sem saberes que fazer com tudo o que investiste.
Tudo o deste. Tudo em que acreditaste.
Como se o pior de toda a situação fosse teres de ouvir a vozinha altaneira da tua consciência afirmando sibilante “I knew it!”
Normalmente acordas.
E na melhor das situações verificas que tudo não passa de uma terrível dor de cabeça. Daquelas que passam com dois comprimidos seguidos e uma chávena de chá fumegante.
Do mal, o menos.
A única chatice que tens de enfrentar agora é descobrir qual a bendita farmácia de serviço.
Nada mais.
Negas a evidência que mais sinalizada não pode estar.
Como quem não se quer desiludir na expectativa e na fasquia. Alta. Sempre tão alta a fasquia.
Normalmente acordas.
Tarde e a más horas, sem saberes que fazer com tudo o que investiste.
Tudo o deste. Tudo em que acreditaste.
Como se o pior de toda a situação fosse teres de ouvir a vozinha altaneira da tua consciência afirmando sibilante “I knew it!”
Normalmente acordas.
E na melhor das situações verificas que tudo não passa de uma terrível dor de cabeça. Daquelas que passam com dois comprimidos seguidos e uma chávena de chá fumegante.
Do mal, o menos.
A única chatice que tens de enfrentar agora é descobrir qual a bendita farmácia de serviço.
Nada mais.
Pediram.
Algo irónico sobre qualquer coisa complicada.
Confesso um teste à minha capacidade que me proporcionou algum divertimento na composição. Irónica serei um pouco mais no trato pessoal e em brincadeira íntima de quem me conhece e não leva a mal. Digo eu ;)
Conseguiria colocar isso na escrita? Era a questão.
O tratamento do tema não foi difícil. É tema fértil, a vida feita de encontros, desencontros e uma grande falta de paciência.
Difícil mesmo foi colocar o que me apeteceu escrever em 1150 caracteres.
Tem mais 9 eu sei. Chato isto assim! ;)


9 comments:
lol lol lol
Mais nove? tsss, tsss, tsss "shame on you" :-)
Está excelente :-)
(por via das dúvidas, é ter um pacote suplente na "farmácia" de casa, para as ocasiões em que se "acorda"...)
Beijinho de bom dia, querida Once :-)
:)) Belo texto, irónico qb e bem mais sério do que parece.
Querida Once, as desilusões são sempre proporcionais às expectativas... mas haverá maior tristeza do que uma fasquia baixa?
Um beijinho
;)
1147. Mais 6! Bastavas teres tirado uns espaços (que são, evidentemente, caracteres como quaisquer outros...).
Humana! :)
Fugidia .. confesso que foi uma brincadeira que me agradou .. e a minha farmácia chega a ter tudinho fora da validade (não sou exemplo .. risos)
Beijinho
De facto Ana .. gosto dessa frase eu .. proporcionalidade ;) e fasquias baixas só no jogo da trave onde faço batota para desespero da princesa ;)
Já me fizeste rir tu lb .. velho tema este não é?
e eu lá passo sem os meus espaços e as minhas pausas meu Amigo? falta-me o ar, oras ..
Humana sim .. com tudo o que isso significa, o que quer que signifique ;)
Oops enganei-me (anda mal isto...)
Fizeste menos 3 que o requerido!
Será que já começaste a baixar fasquias...? ;)
dava pano para mangas essa caro Amigo LB .. no way José como respondeu o outro .. e quanto aos caracteres do meu infortunio matemático tenho mais 14 .. nenhum dos dois acertou o que quer dizer que se impõem umas explicações de Mat .. e depressa ;)
E afinal, as aspirinas estavam no prazo de validade ou não, Miss Once? A matemática já deu para ver que não... (muitos risos)
Querida Once,
agora é que senti um estalo, pensando nas reservas que noutro local deixou ao uso da ironia e na confissão que a propósito da Sua Generosidade em conversar com um desconhecido fiz, de ser desconfiado. Um maníaco já estaria a estabelecer as possibilidades de encadeamento...
Não creio que sela preciso levar a esse extremo a noção de que está tudo ligado. Aspirina? Uso outra marca, a "Espero Que Passe".
Beijinho
à laia de teoria da conspiração Caro Paulo? .. eu raramente olho pra trás portanto, não serei modelo (risos) ..
Mr. Mike se descobrirem a farmácia de serviço .. (risos)
Mas isto foi um exercício meus amigos que pelos vossos sempre gentis e bem humorados comentários posso concluir que bem sucedido ;)
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